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Sarampo: recorde de casos acende alerta para vacinação no Brasil

O Ministério da Saúde emitiu um alerta diante do número recorde de casos de sarampo registrados no país em 2026. A doença, que é altamente contagiosa e pode causar complicações graves, voltou a circular com força após anos de queda na cobertura vacinal. A principal forma de proteção é a vacina tríplice viral, que também previne caxumba e rubéola. O momento exige que pais e adultos verifiquem a caderneta de vacinação e completem o esquema recomendado.

Por que o sarampo voltou

O sarampo é uma doença viral que se espalha pelo ar e pode permanecer no ambiente por até duas horas após a passagem de uma pessoa infectada. A vacina é extremamente eficaz, mas requer duas doses para garantir imunidade sólida. Nos últimos anos, a cobertura vacinal no Brasil caiu abaixo da meta de 95%, criando bolsões de suscetíveis. Movimentos antivacina, desinformação nas redes e a pandemia de covid-19 contribuíram para o atraso nas campanhas de rotina.

O recorde atual é um sinal de que o vírus encontrou um terreno favorável. Crianças menores de 5 anos e adultos não vacinados são os mais atingidos. Complicações incluem pneumonia, encefalite e a panencefalite esclerosante subaguda, uma doença cerebral rara e fatal que pode surgir anos após a infecção.

O que fazer na prática

O Ministério da Saúde orienta que todas as pessoas de 1 a 59 anos verifiquem se possuem as duas doses da tríplice viral. Bebês de 12 meses recebem a primeira dose; a segunda é dada aos 15 meses, na forma da tetra viral (que também protege contra varicela). Adultos que não têm comprovação de vacinação devem procurar uma unidade básica de saúde. Em casos de surto local, a vacina pode ser aplicada em crianças a partir dos 6 meses, conforme orientação médica.

Para quem já foi vacinado, não há necessidade de reforço além das duas doses, exceto em situações especiais como gestantes e profissionais de saúde, que podem receber um reforço se não tiverem histórico comprovado.

Importância da imunidade coletiva

Quando a cobertura vacinal é alta, o vírus encontra poucas pessoas suscetíveis e circula menos. Isso protege também quem não pode ser vacinado, como bebês menores de 6 meses e imunossuprimidos. A queda na cobertura, portanto, não é apenas um problema individual — é um risco coletivo. O atual recorde de casos deve servir como alerta para que a sociedade redobre o compromisso com a vacinação, lembrando que a doença foi considerada eliminada do Brasil em 2016, mas foi reintroduzida em 2018.

O que vem a seguir

As autoridades de saúde já anunciaram campanhas intensificadas de vacinação nas regiões mais afetadas. A expectativa é que a busca ativa por não vacinados e a atualização das cadernetas eletrônicas ajude a controlar o surto. Mas, a longo prazo, o país precisa reverter a cultura de negligência vacinal, reforçando a ciência e combatendo a desinformação. A vacina é segura, eficaz e gratuita — a melhor forma de proteger a si e aos outros.