RASCUNHO EDITORIAL — conteúdo educativo, sujeito a revisão clínica antes de publicação.
Visão geral
Insônia é a dificuldade persistente para iniciar ou manter o sono, ou um sono não reparador, associada a prejuízo diurno como fadiga, dificuldade de concentração ou irritabilidade. Pode ser um quadro isolado ou fazer parte de outra condição clínica, psiquiátrica ou do uso de medicamentos e substâncias.
Em linguagem simples
Suplementos para o sono raramente têm o efeito de um hipnótico prescrito. O achado mais estudado costuma ser a redução do tempo até pegar no sono (latência) e a melhora da percepção subjetiva de qualidade, não necessariamente um grande aumento nas horas totais dormidas.
O que as sínteses recentes sugerem
Uma meta-análise dose-resposta de 2024 reuniu 26 ensaios clínicos randomizados e 1.689 observações e mostrou que a melatonina reduz progressivamente a latência do sono e aumenta o tempo total de sono, com efeito máximo estimado perto de 4 mg/dia tomados cerca de 3 horas antes do horário desejado de dormir.
Em idosos, uma revisão sistemática com meta-análise de 3 ensaios e 151 participantes encontrou redução de 17,4 minutos na latência do sono com magnésio oral frente a placebo; a certeza da evidência foi classificada como baixa a muito baixa.
Para L-teanina, uma meta-análise de 2025 com 18 ensaios e 897 participantes encontrou melhora pequena, porém estatisticamente significativa, na latência subjetiva do sono, na disfunção diurna e na qualidade geral do sono percebida.
Para glicina, um estudo controlado por placebo em voluntários saudáveis com restrição parcial de sono encontrou redução da fadiga e sonolência diurna após 3 g antes de dormir, com melhora do desempenho psicomotor no dia seguinte.
Segurança e quando procurar ajuda
Procure avaliação médica se a insônia persistir por mais de algumas semanas, vier acompanhada de ronco alto com pausas respiratórias, sonolência diurna incapacitante, sintomas depressivos, dor não controlada ou uso de múltiplos medicamentos. Melatonina, magnésio, L-teanina e glicina têm perfis de segurança em geral favoráveis em curto prazo, mas podem interagir com sedativos, anticoagulantes ou antidepressivos — a combinação deve ser revisada com profissional de saúde.