O sarampo em São Paulo voltou a acender o alerta das autoridades de saúde: dois novos casos da doença foram confirmados em crianças com menos de 2 anos de idade, e o estado já soma 30 ocorrências somente em 2026. O cenário reforça a importância de manter a caderneta de vacinação em dia.
Sarampo em São Paulo: quem são os mais afetados
Dos 30 casos registrados no estado neste ano, 22 pessoas não tinham sido vacinadas contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto. O dado mostra que a doença está atingindo principalmente quem ficou para trás na imunização.
Os novos casos foram confirmados na capital. Em agosto, uma ampla campanha de vacinação foi realizada em Guarulhos e São Bernardo do Campo, cidades que concentraram mais notificações. Segundo a secretaria estadual de saúde, cerca de 2,5 milhões de doses da vacina contra sarampo foram aplicadas no estado somente naquele mês.
Por que a vacina é a principal defesa
O sarampo é uma doença que pode se espalhar rapidamente, e a vacinação é a forma mais eficaz de proteção individual e coletiva. Diante do cenário epidemiológico, a orientação é que a população continue se vacinando.
A recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para verificar a situação vacinal e atualizar a imunização. Manter altas coberturas vacinais evita que o vírus volte a circular com força e protege principalmente crianças pequenas e pessoas vulneráveis.
Quem deve se vacinar segundo o calendário
A vacinação contra o sarampo é indicada de acordo com a faixa etária:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses;
- Pessoas de 15 meses a 29 anos: duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas;
- Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose registrada na caderneta;
- Trabalhadores da saúde: duas doses da vacina, independentemente da idade.
Quem não tem certeza se está com o esquema completo deve procurar a unidade de saúde para avaliação. Em caso de doses pendentes, a equipe de saúde orienta o intervalo correto e faz a aplicação.
Dose zero para bebês: como funciona
A chamada dose zero da vacina tríplice viral continua sendo aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Essa dose pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
Importante: a dose zero não substitui as doses previstas no calendário. Mesmo que o bebê receba a vacina antes de completar 1 ano, ele deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
O que fazer para interromper a transmissão
A volta do sarampo em São Paulo é um lembrete de que a imunização não pode ser negligenciada. Além de atualizar a própria caderneta, é fundamental levar crianças e adolescentes às salas de vacina dentro dos prazos recomendados.
A prevenção depende de uma rede de proteção: quanto mais pessoas vacinadas, menor a chance de o vírus encontrar espaço para circular. Quem apresentar febre, manchas avermelhadas no corpo, tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar atendimento médico e evitar aglomerações até o diagnóstico ser esclarecido.
